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Quando comecei a gostar de mim

há 3 dias
2 min de leitura

A minha vida transformou-se completamente quando comecei a gostar de mim.


E não foi num dia. Não houve um clique, um momento, uma revelação.


Foram anos.


O que estava lá, todos os dias


Anos em que a terapia foi a principal coisa da minha vida. Prioridade máxima, acima de tudo o resto.


Anos em que o exercício se foi tornando uma prioridade. E a alimentação. E escolher as pessoas certas à minha volta.


Anos a perceber outras perspetivas para as mesmas coisas, para as mesmas pessoas, para as mesmas atitudes.


E, sobretudo, anos a olhar radicalmente para mim. Se alguma coisa me está a incomodar, aquilo é meu, então o que é?


A olhar para as minhas emoções. A não fugir delas. A não as pôr em cima das outras pessoas. A não culpar ninguém por aquilo que sinto.


Um bocadinho mais, e outro


Foi assim: escolher-me um bocadinho mais, e depois outro bocadinho mais.


Com dias que foram para trás e dias que foram para a frente, porque eu não sou só a minha cabeça.


E a certa altura, sem eu dar bem por isso, começou a ser muito mais tranquilo viver dentro de mim. Dentro da minha cabeça, dentro do meu corpo, dentro das minhas emoções.


Onde estou agora


Hoje estou num ponto em que não quero que nada na minha vida tivesse sido diferente.


Não porque tenha sido tudo bom. Mas porque se alguma coisa para trás mudasse, eu estaria a arriscar que o presente mudasse também.


E eu não arrisco quem sou hoje por nada.


A minha vida está longe de ser perfeita. Há imensa coisa que eu gostava de ter e não tenho, imensa coisa que quero viver e ainda não vivi.


Mas arrisco para a frente. Nunca para trás.

 
 
 

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