top of page


Não é que não saibas manifestar
Já tentaste como te ensinaram. O quadro de visão, as afirmações de manhã, visualizar a coisa com todos os detalhes até a conseguires sentir. Fizeste tudo direitinho e ficou tudo na mesma. Não é que não saibas manifestar. É que andas a usar um método que não é o teu. Há centenas de técnicas por aí e quase todas partem do mesmo princípio: que toda a gente cria a realidade da mesma maneira. Não cria. Há pessoas que precisam de definir tudo ao milímetro: a data, o valor, a forma
Filipa Lele
há 3 dias3 min de leitura


O que descobri sobre a minha forma de manifestar
Tenho sempre lugar para estacionar. É uma piada entre as minhas amigas. Quando chegam depois de mim a um sítio, nem precisam de me procurar: veem o meu carro à porta e já sabem que estou lá dentro. Quando saímos juntas, já sabem que nos despedimos ali, porque o carro vai estar mesmo à porta. E até quando não vou de carro, porque apanhei boleia ou vim a pé, chegam e dizem: “olha, estava ali um lugar à porta, era o teu.” Não é sorte. Percebi, com o tempo, que é sempre assim: pe
Filipa Lele
20 de ago.2 min de leitura


Não há uma forma de manifestar
Visionboard. Afirmações ao espelho todas as manhãs. Visualizar a coisa com todos os detalhes até a conseguires sentir. Escrever o que queres como se já fosse verdade. Já tentaste. E resultou pouco, para o esforço que deu. Isso não quer dizer que estes métodos estejam errados. Funcionam mesmo, e funcionam bem, para muita gente. O que ninguém costuma dizer é que não funcionam para toda a gente e que isso não tem nada a ver contigo. O detalhe que ajuda ou que atrapalha Há pessoa
Filipa Lele
18 de ago.2 min de leitura


A pintura que mudou tudo
Já contei muitas vezes como comecei a pintar. Mas nunca contei como nasceu a pintura intuitiva. No início, eu pintava por pura descoberta. Queria explorar a criatividade. Seguia alguns tutoriais, experimentava técnicas e, aos poucos, fui deixando de lado qualquer objetivo. Pintava simplesmente porque me apetecia. Até que, um dia, acabei uma pintura, olhei para ela e pensei: “Esta pintura é sobre uma amiga minha.” Não fazia ideia do que significava. Não sabia explicar porquê.
Filipa Lele
30 de jul.2 min de leitura


Há qualquer coisa no que acontece ao vivo
Adoro tudo o que é ao vivo. Acho que é por isso que vou muito mais ao teatro do que ao cinema. É uma energia completamente diferente. Para mim, é ainda mais imersivo. Até fico me arrepio só de pensar. Parte do que me toca tanto nestas experiências tem a ver com o facto de serem irrepetíveis. O que está a acontecer existe apenas naquele momento. Nunca mais haverá exatamente aquela combinação de pessoas, de emoções, de energia, de pequenos imprevistos que tornam tudo tão humano
Filipa Lele
28 de jul.2 min de leitura


A terra de ninguém
Há uma coisa em que pensava muito quando era miúda. Sabes quando vais na estrada e aparece uma placa a dizer que uma localidade terminou? E, alguns metros mais à frente, aparece outra placa a anunciar a próxima? Eu ficava completamente fascinada com aquele espaço entre as duas. Pensava: “Então… ali ainda não é esta terra e já não é a outra.” O que é aquele bocadinho de estrada? De quem é? Como se chama? Na minha cabeça, era a terra de ninguém. Lembro-me de olhar pela janela d
Filipa Lele
25 de jul.2 min de leitura


Afinal, colocar uma intenção não é controlar
Sempre tive muita dificuldade em colocar uma intenção antes de um trabalho terapêutico. Em retiros, workshops ou sessões, muitas vezes era pedido que definíssemos uma intenção no início. Às vezes fazia-o. Outras vezes não. E, quando o fazia, era quase por obrigação. Porque, para mim, colocar uma intenção parecia limitador. Pensava: “A minha mente pode querer uma coisa, mas o universo pode ter algo muito mais extraordinário para mim. Se eu definir uma intenção, estou a limitar
Filipa Lele
22 de jul.3 min de leitura


Plot twist: o cérebro também é carne
Fui para a terapia como uma perdida no deserto à procura não só de água mas também de salvação. A minha cabeça já há muito tempo que não era um lugar seguro. Viver lá dentro não estava fácil. E admitir isso também não. Mas quando essa “solução” apareceu à minha frente, eu só fui. E não posso dizer que não foi milagroso, porque foi. As pessoas que encontrei abriram tantos espaços novos em mim, seguram-me a mão para ir a lugares antigos, deram-me colo, amor, mostraram-me novas
Filipa Lele
19 de jul.1 min de leitura


E se a curiosidade for o maior motor da vida?
Li um comentário que dizia que os seres humanos são motivados por prazer ou dor e que a dor é um combustível muito mais forte. Sem dúvida que a dor pode ser um mecanismo gigantesco de motivação mas também a romantizamos um pouco. Porque é preciso doer mesmo muito. Uma coisa é quando acontece, pegarmos nisso e transformarmos em combustível. Outra é quase desejar que aconteça para ter garra. Além do que apenas transformar dor em combustível, faz com que essa dor nunca saia e de
Filipa Lele
16 de jul.1 min de leitura


Exposição não é o mesmo que vulnerabilidade
Há uma diferença muito grande entre exposição e vulnerabilidade. E acho que muitas vezes confundimos as duas. Eu posso expor-me sem ser vulnerável. Posso contar a minha história, falar dos meus traumas, das minhas relações, dos meus medos, até das minhas feridas mais profundas. Posso contar tudo. E, ainda assim, não estar verdadeiramente vulnerável. Porque posso fazê-lo de um lugar muito fechado. Como quem já ensaiou aquele discurso dezenas de vezes. Como quem chega ao fim da
Filipa Lele
11 de jul.2 min de leitura


Quando a validação já não vem do ego
Durante muito tempo achei que toda a validação vinha do ego. Daquela parte mais humana que tem dúvidas, faz perguntas e procura constantemente confirmação. Aquela voz que quer ouvir: "Estás a fazer bem." "Continua." "Estás no caminho certo." Para mim, validação era isto. Era precisar que alguém, ou alguma coisa fora de mim, confirmasse que estava tudo certo. Mas recentemente vivi uma experiência diferente. Percebi que existe outro tipo de validação. Uma validação que não vem
Filipa Lele
9 de jul.2 min de leitura


Afinal, eu sempre me estive a especializar
Cresci a ouvir que tinha de me especializar em alguma coisa. Que tinha de ser extremamente boa numa área, investir nisso, construir uma carreira e, quem sabe, passar a vida inteira na mesma empresa a crescer profissionalmente. Mas o mundo mudou. E já mudou há bastante tempo. Hoje já ninguém espera que uma pessoa fique a vida toda na mesma empresa. E, felizmente, também deixou de existir aquela expectativa de que somos apenas uma coisa. Na verdade, nunca fomos. Eu própria já m
Filipa Lele
7 de jul.2 min de leitura


Tudo pode ser terapêutico
Há livros que te convidam para um mundo tão grande que transcende até o próprio autor. São um mergulho completo. É entrar noutra realidade. Esquecer onde estás, quem és. Tornares-te uma personagem, ou várias ao mesmo tempo. Mergulhas completamente. E depois há outros livros que fazem exatamente o contrário. Não te convidam para um mundo novo. Convidam-te a criar um. Cada frase é uma inspiração. Um impulso para escrever, para pintar, para experimentar coisas novas, para criar.
Filipa Lele
5 de jul.2 min de leitura


Aura num Instante: uma forma simples de receber clareza através da leitura da aura
Nem sempre precisamos de uma sessão longa ou de um processo aprofundado para receber uma mensagem importante. Por vezes, uma pequena orientação, uma nova perspetiva ou uma confirmação daquilo que já sentimos é suficiente para trazer clareza ao momento presente. Foi a pensar nisso que nasceu a Aura num Instante. Uma versão mais breve e acessível da leitura da aura, criada para quem procura orientação sobre uma questão específica ou simplesmente deseja compreender melhor a ener
Filipa Lele
3 de jul.3 min de leitura


Porque é que o meu ego se tornou o meu melhor amigo
Hoje posso dizer que sou profundamente apaixonada pelo meu ego. E não, não é do lugar do ego. É de um lugar de amor. Aquilo a que chamamos ego é uma parte de mim, como todas as outras. E só por isso já merece ter um lugar. Acho que a vida, e sobreviver à infância, com tudo o que isso implica, ensinou-me que o ego tinha de ser o comandante do barco. Não porque a minha infância tenha sido particularmente má, mas porque, como todas as infâncias, teve as suas questões, os seus de
Filipa Lele
1 de jul.3 min de leitura


A minha forma de amar arte nunca foi através da técnica
Há coisas que parecem tão óbvias que passam décadas à frente dos nossos olhos sem nunca serem realmente vistas. Acabei de perceber uma dessas coisas sobre mim. Percebi que a forma mais genuína que tenho de me relacionar com a arte é através do sentir. Só isso. Não é através da técnica, da complexidade, da inovação ou do reconhecimento intelectual. É através daquilo que a arte me faz sentir no corpo. E estou genuinamente a rir enquanto escrevo isto porque parece uma revelação
Filipa Lele
29 de jun.3 min de leitura


Dar Forma ao Invisível: A Pintura como Linguagem da Energia
Tenho vindo a descobrir algo muito especial: a pintura. Especialmente a pintura intuitiva que, na verdade, sinto como uma pintura energética. Um processo onde vou lendo a energia da pessoa e deixando isso manifestar-se na tela, com tudo o que surge enquanto pinto. E tem sido incrível ver o impacto disso. No início, confesso, foi estranho para mim. Tinha dificuldade em ver o valor que as pessoas viam. Mas, aos poucos, fui-me abrindo, vou-me abrindo. E hoje consigo reconhecer a
Filipa Lele
27 de jun.1 min de leitura


Não estou à procura de autorização. Estou a aprender a habitá-la.
Se há coisa que está a demorar na minha vida é eu levar a minha arte a sério, eu percebo que muito disto vem de programações da sociedade. Há uma ideia muito enraizada de que a arte é algo infantil, associado a crianças, a brincadeiras, a algo que depois se perde quando se cresce. Ou então há a ideia de que existem alguns adultos “diferentes”, especiais, que conseguem manter isso e que esses sim são os verdadeiros artistas. E muitas vezes só há validação quando começam a ganh
Filipa Lele
25 de jun.3 min de leitura


O teu valor não está no resultado. O resultado é apenas um ponto de ajuste.
Quando deixamos de viver em modo de sobrevivência, quando existe alguma segurança interna em quem somos, os resultados deixam de carregar o peso da nossa identidade. Não significa que esteja tudo perfeito, definido ou controlado. Significa apenas que começamos a construir uma segurança dentro de nós que não depende constantemente da validação exterior. E isso muda tudo. Porque os resultados deixam de ser uma prova do nosso valor. Passam a ser informação. Passam a ser apenas p
Filipa Lele
23 de jun.2 min de leitura


Constelações Sistémicas: O Que São e Quando Procurar
As constelações sistémicas têm vindo a ganhar popularidade entre pessoas que procuram compreender padrões emocionais, conflitos familiares e bloqueios internos. Esta abordagem terapêutica procura revelar dinâmicas ocultas nos sistemas familiares e relacionais, promovendo maior consciência e equilíbrio emocional. Mas afinal, o que são constelações sistémicas e quando faz sentido procurar este tipo de terapia? Neste artigo vais descobrir como funcionam, quais os benefícios e em
Filipa Lele
21 de jun.3 min de leitura
bottom of page