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Decidi que o universo conspira a meu favor
E reparem na palavra: decidi. Não foi uma coisa que me aconteceu nem uma prova que alguém me deu. Foi uma decisão minha, que tomei a certa altura e que mantenho todos os dias. Como é que isso funciona na prática Alguém se mete à minha frente no trânsito. Talvez me tenha livrado de um acidente. Talvez eu estivesse a andar depressa de mais e precisasse de desacelerar. Alguém é desagradável comigo. Talvez fosse para me fazer parar. Para me redirecionar. Para me abrir os olhos a
Filipa Lele
há 2 dias2 min de leitura


Quando comecei a gostar de mim
A minha vida transformou-se completamente quando comecei a gostar de mim. E não foi num dia. Não houve um clique, um momento, uma revelação. Foram anos. O que estava lá, todos os dias Anos em que a terapia foi a principal coisa da minha vida. Prioridade máxima, acima de tudo o resto. Anos em que o exercício se foi tornando uma prioridade. E a alimentação. E escolher as pessoas certas à minha volta. Anos a perceber outras perspetivas para as mesmas coisas, para as mesmas pesso
Filipa Lele
há 3 dias2 min de leitura


Nada podia ter sido diferente
Se pudesse ter sido diferente, já tinha sido. Demorei anos a perceber isto e mudou-me a relação com o passado inteiro. Estamos todos a fazer o nosso melhor Às vezes o nosso melhor é péssimo. Às vezes é ótimo. Mas é sempre o nosso melhor. Seja a tentar sobreviver, seja a tentar proteger o ego a todo o custo, seja a tentar o que for. Em cada momento, estamos a fazer o melhor que conseguimos naquele momento. Isso inclui aquelas decisões de que hoje me arrependo. A versão que dec
Filipa Lele
há 6 dias2 min de leitura


Não sou só a minha cabeça
A minha cabeça é incrível. Sabe quais são as melhores decisões. Sabe que eu não devia comer açúcar. Sabe que devia fazer exercício. Sabe que determinada escolha é melhor para mim do que a outra. E mesmo assim nem sempre faço. Nem eu nem ninguém. Saber não é poder Não é por eu saber uma coisa que tenho, imediatamente a seguir, o poder de a pôr em prática. Durante muito tempo isto frustrou-me. Se eu já percebi, porque é que não mudo? Se a informação está toda lá, porque é que c
Filipa Lele
8 de out.2 min de leitura


Preocupar-se não é amar
Aprendi, em atos e em palavras, que quem ama se preocupa. Que gostar de alguém é ficar aflito por essa pessoa. É antecipar o que pode correr mal. É mostrar a aflição, para que se veja bem que existe. E aprendi também o reverso, que é a parte perigosa: se não mostro preocupação, não estou a preocupar-me. E se não estou preocupada, não estou a amar. Isto é um novelo. Demorei anos a começar a desmanchá-lo. Cuidado e preocupação não são a mesma coisa Cuidado é estar atento a algu
Filipa Lele
4 de out.2 min de leitura


Sentir sem deixar entrar
Há uma diferença entre sentir uma coisa e ter essa coisa dentro de mim. Durante muito tempo, para mim, era a mesma coisa. Se eu sentia, é porque já tinha entrado. Onde estou agora Ainda não sei fazer isto. É recente e estou a aprender. O primeiro passo já dei: reconhecer que nem tudo o que sinto é meu. Isso mudou muita coisa, porque deixei de procurar em mim a origem de coisas que não começaram cá. O segundo passo é conseguir limpar depois. Percebo que me misturei, reconheço
Filipa Lele
2 de out.2 min de leitura


Nem tudo o que sinto é meu
Durante muito tempo trabalhei com uma ideia que me parecia sólida: o que a outra pessoa faz é dela, o que eu sinto é meu. É uma boa ideia. Tira-me da posição de vítima e devolve-me responsabilidade. Mas tem um reverso que só percebi há pouco tempo. Se tudo o que sinto é meu, então tudo o que sinto tem de ser analisado, compreendido, resolvido por mim. E há coisas que eu andei anos a tentar resolver que, muito simplesmente, não eram minhas. Sou permeável Isto é uma característ
Filipa Lele
30 de set.2 min de leitura


O que se aprende num curso de leitura da aura
Vou dar o meu primeiro Curso de Leitura da Aura. Cinco fins de semana, de novembro a abril, na região da Grande Lisboa, em grupo pequeno. Este texto é para quem está a pensar nisso e quer saber, em concreto, o que se aprende. Primeiro, a tua própria energia Não se começa pelos outros. Começa-se por ti. Como é a tua energia quando está limpa, e o que muda quando não está. Onde é que o teu cansaço é teu e onde é que é de outra pessoa. O que acontece ao teu campo depois de um di
Filipa Lele
28 de set.3 min de leitura


Ler auras é um dom ou aprende-se?
Aprende-se. Sei que não é a resposta que se espera. Quando digo o que faço, a pergunta que me fazem quase sempre a seguir é se nasci assim. Não nasci. Nem sequer sabia que isto existia até há poucos anos. Já te aconteceu isto Estás sentada num sítio qualquer. Entra alguém que nunca viste. E antes de essa pessoa dizer uma palavra já estás a sentir coisas sobre ela: se te apetece aproximar ou afastar, se está bem ou não está, se há ali alguma coisa que não bate certo. Acontece
Filipa Lele
25 de set.2 min de leitura


O que não te contam sobre aprender a ler energia
Quando alguém pensa em aprender a ler auras, imagina que vai aprender a ver coisas sobre os outros. É isso que se vende, é isso que se procura. E é a parte mais pequena do que acontece. O trabalho começa em ti Não podes ler o campo de outra pessoa com clareza enquanto o teu estiver cheio das tuas coisas. Isto não é uma frase bonita. É mecânica. O que não estiver trabalhado em ti vai aparecer no que lês nos outros, disfarçado de intuição. Vais achar que estás a receber informa
Filipa Lele
23 de set.2 min de leitura


Não é que não saibas manifestar
Já tentaste como te ensinaram. O quadro de visão, as afirmações de manhã, visualizar a coisa com todos os detalhes até a conseguires sentir. Fizeste tudo direitinho e ficou tudo na mesma. Não é que não saibas manifestar. É que andas a usar um método que não é o teu. Há centenas de técnicas por aí e quase todas partem do mesmo princípio: que toda a gente cria a realidade da mesma maneira. Não cria. Há pessoas que precisam de definir tudo ao milímetro: a data, o valor, a forma
Filipa Lele
28 de ago.3 min de leitura


O que descobri sobre a minha forma de manifestar
Tenho sempre lugar para estacionar. É uma piada entre as minhas amigas. Quando chegam depois de mim a um sítio, nem precisam de me procurar: veem o meu carro à porta e já sabem que estou lá dentro. Quando saímos juntas, já sabem que nos despedimos ali, porque o carro vai estar mesmo à porta. E até quando não vou de carro, porque apanhei boleia ou vim a pé, chegam e dizem: “olha, estava ali um lugar à porta, era o teu.” Não é sorte. Percebi, com o tempo, que é sempre assim: pe
Filipa Lele
20 de ago.2 min de leitura


Não há uma forma de manifestar
Visionboard. Afirmações ao espelho todas as manhãs. Visualizar a coisa com todos os detalhes até a conseguires sentir. Escrever o que queres como se já fosse verdade. Já tentaste. E resultou pouco, para o esforço que deu. Isso não quer dizer que estes métodos estejam errados. Funcionam mesmo, e funcionam bem, para muita gente. O que ninguém costuma dizer é que não funcionam para toda a gente e que isso não tem nada a ver contigo. O detalhe que ajuda ou que atrapalha Há pessoa
Filipa Lele
18 de ago.2 min de leitura


A pintura que mudou tudo
Já contei muitas vezes como comecei a pintar. Mas nunca contei como nasceu a pintura intuitiva. No início, eu pintava por pura descoberta. Queria explorar a criatividade. Seguia alguns tutoriais, experimentava técnicas e, aos poucos, fui deixando de lado qualquer objetivo. Pintava simplesmente porque me apetecia. Até que, um dia, acabei uma pintura, olhei para ela e pensei: “Esta pintura é sobre uma amiga minha.” Não fazia ideia do que significava. Não sabia explicar porquê.
Filipa Lele
30 de jul.2 min de leitura


Há qualquer coisa no que acontece ao vivo
Adoro tudo o que é ao vivo. Acho que é por isso que vou muito mais ao teatro do que ao cinema. É uma energia completamente diferente. Para mim, é ainda mais imersivo. Até fico me arrepio só de pensar. Parte do que me toca tanto nestas experiências tem a ver com o facto de serem irrepetíveis. O que está a acontecer existe apenas naquele momento. Nunca mais haverá exatamente aquela combinação de pessoas, de emoções, de energia, de pequenos imprevistos que tornam tudo tão humano
Filipa Lele
28 de jul.2 min de leitura


A terra de ninguém
Há uma coisa em que pensava muito quando era miúda. Sabes quando vais na estrada e aparece uma placa a dizer que uma localidade terminou? E, alguns metros mais à frente, aparece outra placa a anunciar a próxima? Eu ficava completamente fascinada com aquele espaço entre as duas. Pensava: “Então… ali ainda não é esta terra e já não é a outra.” O que é aquele bocadinho de estrada? De quem é? Como se chama? Na minha cabeça, era a terra de ninguém. Lembro-me de olhar pela janela d
Filipa Lele
25 de jul.2 min de leitura


Afinal, colocar uma intenção não é controlar
Sempre tive muita dificuldade em colocar uma intenção antes de um trabalho terapêutico. Em retiros, workshops ou sessões, muitas vezes era pedido que definíssemos uma intenção no início. Às vezes fazia-o. Outras vezes não. E, quando o fazia, era quase por obrigação. Porque, para mim, colocar uma intenção parecia limitador. Pensava: “A minha mente pode querer uma coisa, mas o universo pode ter algo muito mais extraordinário para mim. Se eu definir uma intenção, estou a limitar
Filipa Lele
22 de jul.3 min de leitura


Plot twist: o cérebro também é carne
Fui para a terapia como uma perdida no deserto à procura não só de água mas também de salvação. A minha cabeça já há muito tempo que não era um lugar seguro. Viver lá dentro não estava fácil. E admitir isso também não. Mas quando essa “solução” apareceu à minha frente, eu só fui. E não posso dizer que não foi milagroso, porque foi. As pessoas que encontrei abriram tantos espaços novos em mim, seguram-me a mão para ir a lugares antigos, deram-me colo, amor, mostraram-me novas
Filipa Lele
19 de jul.1 min de leitura


E se a curiosidade for o maior motor da vida?
Li um comentário que dizia que os seres humanos são motivados por prazer ou dor e que a dor é um combustível muito mais forte. Sem dúvida que a dor pode ser um mecanismo gigantesco de motivação mas também a romantizamos um pouco. Porque é preciso doer mesmo muito. Uma coisa é quando acontece, pegarmos nisso e transformarmos em combustível. Outra é quase desejar que aconteça para ter garra. Além do que apenas transformar dor em combustível, faz com que essa dor nunca saia e de
Filipa Lele
16 de jul.1 min de leitura


Exposição não é o mesmo que vulnerabilidade
Há uma diferença muito grande entre exposição e vulnerabilidade. E acho que muitas vezes confundimos as duas. Eu posso expor-me sem ser vulnerável. Posso contar a minha história, falar dos meus traumas, das minhas relações, dos meus medos, até das minhas feridas mais profundas. Posso contar tudo. E, ainda assim, não estar verdadeiramente vulnerável. Porque posso fazê-lo de um lugar muito fechado. Como quem já ensaiou aquele discurso dezenas de vezes. Como quem chega ao fim da
Filipa Lele
11 de jul.2 min de leitura
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