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A pintura que mudou tudo

Já contei muitas vezes como comecei a pintar. Mas nunca contei como nasceu a pintura intuitiva.


No início, eu pintava por pura descoberta.


Queria explorar a criatividade.


Seguia alguns tutoriais, experimentava técnicas e, aos poucos, fui deixando de lado qualquer objetivo. Pintava simplesmente porque me apetecia.


Até que, um dia, acabei uma pintura, olhei para ela e pensei:


“Esta pintura é sobre uma amiga minha.”


Não fazia ideia do que significava.


Não sabia explicar porquê.


Só sabia.


Tirei uma fotografia e enviei-lhe.


E a resposta mudou tudo.


Ela disse-me:


“Tu não fazes ideia… mas isto é exatamente o que estou a viver.”


Começou a contar-me coisas da vida dela que eu não sabia.


Disse-me que se via completamente naquela pintura.


Nas cores.


Na imagem.


Na energia.


Hoje, olhando para trás, percebo que foi nesse momento que tudo começou.


Foi aí que percebi que talvez fosse possível juntar duas coisas que, até então, eu via separadas:


Ler energia.


E pintar.


Foi assim que nasceram as pinturas intuitivas.


Hoje, quando alguém me pede para pintar a sua energia, um momento da sua vida ou simplesmente aquilo que precisar de surgir, faço-o de forma consciente.


Com intenção.


Mas tudo isto só existe porque, naquele dia, me permiti confiar naquilo que estava a sentir.


Permiti-me partilhar uma pintura sem saber se fazia sentido.


Sem saber se alguém me ia achar completamente maluca.


Em vez disso, fui recebida com imensa abertura e tanto amor.


E percebi que aquilo não era apenas uma pintura.


Era uma forma de ler energia.


Hoje, cada pintura é acompanhada por uma mensagem intuitiva.


Como se uma falasse através das cores e a outra através das palavras.


Nenhuma explica a outra.


Completam-se.


E, juntas, tornam visível uma história que, muitas vezes, já estava lá… à espera de ser reconhecida.

 
 
 

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