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Dar Forma ao Invisível: A Pintura como Linguagem da Energia

Tenho vindo a descobrir algo muito especial: a pintura.


Especialmente a pintura intuitiva que, na verdade, sinto como uma pintura energética. Um processo onde vou lendo a energia da pessoa e deixando isso manifestar-se na tela, com tudo o que surge enquanto pinto.


E tem sido incrível ver o impacto disso.


No início, confesso, foi estranho para mim. Tinha dificuldade em ver o valor que as pessoas viam.


Mas, aos poucos, fui-me abrindo, vou-me abrindo.


E hoje consigo reconhecer a profundidade disso.


Porque uma pintura destas não é apenas estética.


É energia.

É simbolismo.

É uma leitura materializada.


Algo que a pessoa pode ver, sentir, revisitar.


Quando entrego uma pintura, normalmente não explico nada de imediato. A pessoa recebe e sente.


E, muitas vezes, há ali uma libertação profunda. Emoção. Reconhecimento. Uma ligação que acontece sem palavras.


Depois sim, partilho o que senti, o que fui vendo, as mensagens que surgiram.


E o mais bonito é como as duas coisas se encontram, aquilo que a pessoa sente e aquilo que eu trouxe.


E fica algo físico.

Algo que pode acompanhar.

Que pode ganhar novos significados com o tempo.


Também tenho visto pessoas que, ao entrarem em novos ciclos da vida, sentem vontade de ter uma nova pintura. Como um marco, uma representação desse momento.


E isso transforma-se quase num outro tipo de acompanhamento.


Mais silencioso, mais simbólico e muito profundo.


Porque não é só acompanhar mudanças.


É senti-las.

E dar-lhes forma.


E isso… toca-me de uma forma muito especial.

 
 
 

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