E se a curiosidade for o maior motor da vida?
- Filipa Lele
- há 12 horas
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Li um comentário que dizia que os seres humanos são motivados por prazer ou dor e que a dor é um combustível muito mais forte.
Sem dúvida que a dor pode ser um mecanismo gigantesco de motivação mas também a romantizamos um pouco. Porque é preciso doer mesmo muito. Uma coisa é quando acontece, pegarmos nisso e transformarmos em combustível. Outra é quase desejar que aconteça para ter garra.
Além do que apenas transformar dor em combustível, faz com que essa dor nunca saia e de alguma forma se fique numa prisão.
E tudo o que se consegue através da dor, pode-se conseguir de outra forma.
Acho que quando penso em prazer, penso imediatamente em prazer do ego, em recompensa imediata e fugaz.
Mas há um prazer completamente diferente, mais enraizado, com paciência, sem pressas, que não vai atrás de recompensas. Uma curiosidade face à vida e nós mesmos. Isso pode ser um combustível igualmente forte, muito mais sustentável e que faz do caminho algo infinitamente mais interessante. E também a dor pode ser transformada neste tipo de combustível se, quando aparece, tivermos curiosidade face a ela e quisermos aprender. E a quisermos curar. Se em vez de fuga, for presença.
Curiosidade pode ser o maior motor do ser humano, se nos permitirmos.



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