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O que os outros dizem sobre ti… não é sobre ti

E se aquilo que os outros dizem sobre ti, na verdade, não fosse sobre ti?


Já pensaste nisto?


Muitas vezes sentimo-nos magoados, feridos ou até ofendidos com comentários

que recebemos. Achamos que o outro nos está a criticar, a controlar ou a diminuir. Mas, na maioria das vezes, aquilo que nos dizem fala muito mais sobre quem fala do que sobre quem ouve.


O olhar que uma pessoa tem sobre ti é dela. É construído a partir das crenças, experiências, valores e feridas dessa pessoa. Por isso, muitos comentários não são verdades absolutas — são projeções.


Por exemplo:

Se alguém te diz que devias trabalhar mais, provavelmente essa pessoa acredita que o trabalho é algo central, essencial, quase definidor de valor. Isso não significa que tu tenhas de viver da mesma forma.


Ou se alguém comenta que devias arranjar o cabelo, perder peso ou mudar a tua aparência, é possível que essa pessoa tenha uma relação muito forte com a imagem e com a autoestima. Isso não quer dizer que o problema sejas tu, nem que tenhas de mudar algo externamente.


Muitas pessoas fazem “comentários” como se fossem pequenos documentários — tentativas de te encaixar na caixa delas, na visão limitada que têm do mundo e de si próprias. E, nesse sentido, não é sobre ti.


Não precisas de permitir que esses comportamentos, atitudes ou palavras te controlem ou te magoem tanto. Pelo menos, não precisas de os personalizar.


Agora, há algo importante:

Aquilo que tu sentes em relação ao que te dizem, isso sim, é teu.


Onde é que aquilo te bateu?

Em que ferida tocou?

Onde foi que doeu?


Se alguém faz um comentário sobre a tua aparência e isso te magoa, talvez esteja a ativar uma ferida ligada à autoestima. Isso não significa que tenhas de mudar o teu corpo, o teu rosto ou a tua forma de ser. Significa apenas que há uma ferida a pedir atenção.


E essa ferida pode ser olhada, acolhida e trabalhada. Aos poucos, é possível libertares-te dessa dor e deixares de reagir de forma tão intensa ao olhar do outro.


Há várias formas de fazer esse caminho.

Se quiseres descobrir como, escreve-me.

 
 
 

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