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O Triângulo Invisível das Relações

Vítima, Salvador ou Agressor?

O padrão invisível que governa as tuas relações.


Costumamos acreditar que ocupamos apenas um destes lugares mas se olharmos com honestidade podemos observar que passamos pelos três.


Para mim, reconhecer este padrão não é um peso, é uma luz que se acende.


É o momento em que a clareza nos permite deixar de repetir o que já não nos serve. Há um momento no caminho interior em que começamos a reconhecer um padrão muito antigo: o triângulo entre vítima, salvador e agressor.


Durante muito tempo acreditamos que ocupamos apenas um destes lugares.

Mas quando olhamos com honestidade percebemos que, na verdade, passamos pelos três.


Há momentos em que nos sentimos vítimas daquilo que nos aconteceu, das pessoas que nos rodeiam ou das circunstâncias da vida.

Outras vezes entramos no lugar de salvador, tentando resolver, carregar, ajudar, sustentar.

E também há momentos em que nos tornamos agressoras, quando reagimos, defendemos território ou projetamos a nossa frustração nos outros.


Este movimento é profundamente humano.


O problema não é reconhecer estas partes.

O problema é ficar preso nelas.


A vítima espera que algo ou alguém mude para finalmente poder relaxar.

O salvador acredita que precisa de resolver a vida dos outros para justificar o seu lugar.

O agressor tenta controlar ou atacar aquilo que ameaça a sua sensação de segurança.


Cada um destes papéis é uma forma de proteção.


E muitas vezes este triângulo nasce muito cedo, dentro das dinâmicas familiares.

Aprendemos a ocupar um lugar para manter algum equilíbrio no sistema.

Mas aquilo que nos ajudou a sobreviver nem sempre nos ajuda a viver.


Chega um momento em que o verdadeiro crescimento pede outra coisa.

Não sair de um papel para entrar noutro, mas reconhecer que todos eles vivem dentro de nós.


Quando isso acontece, algo começa a integrar-se.


Deixamos de esperar que o outro mude para poder descansar.

Deixamos de sentir que temos de salvar alguém.

E deixamos de reagir a tudo como se fosse uma ameaça.


A vida deixa de ser uma batalha constante entre culpados e inocentes.


Talvez a verdadeira maturidade seja exatamente isto

não eliminar estas partes, mas deixá-las de governar a nossa vida.


Porque quando paramos de lutar contra elas, começamos finalmente a aproximar-nos de algo mais inteiro dentro de nós.

 
 
 

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