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Quando sentes demasiado: permeabilidade energética e exaustão emocional

Há pessoas que saem de certos lugares completamente drenadas.

Que depois de estarem com determinadas pessoas sentem cansaço, confusão, irritação ou até peso no corpo.


E muitas vezes nem conseguem explicar porquê.


A verdade é que algumas pessoas são muito permeáveis energeticamente.

Absorvem o ambiente à sua volta, as emoções dos outros, os estados emocionais dos espaços onde entram, mesmo sem se aperceberem.


Como se o sistema estivesse constantemente a captar informação.


E muitas vezes isso não começou agora.


Começou na infância.


Quando, por alguma razão, foi necessário aprender a ler o ambiente à volta para criar segurança.

Perceber o humor dos adultos.

Antecipar reações.

Sentir tensões antes que fossem verbalizadas.


O corpo e o sistema nervoso foram-se afinando para sobreviver.


Essa capacidade tornou-te sensível.

Muito sensível.


Mas aquilo que começou como adaptação pode tornar-se exaustivo na vida adulta.


Porque quando não existe consciência energética, acabamos por carregar emoções, tensões e estados que nem sequer são nossos.


E viver assim cansa.


Ser sensível não é um defeito.

O problema é nunca ter aprendido a distinguir o que é teu do que pertence ao outro.


O ponto não é fechar-te ao mundo.

Nem deixar de sentir.


O ponto é desenvolver presença suficiente para perceberes onde acabas tu e começam os outros.


E é exatamente aqui que práticas como a Meditação das Rosas podem ajudar.


Não como fuga espiritual, mas como ferramenta de clareza energética.

Para aprenderes a limpar o teu campo, fortalecer o teu centro e voltar à tua própria energia.


Porque quando sabes onde estás tu, deixas de carregar o mundo às costas.

 
 
 

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